CINTHIA MARCELLE NA BIENAL DE VENEZA
A artista Cinthia Marcelle que ocupa o Pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza ganhou menção especial nesta edição.
Cinthia ocupa o espaço do Pavilhão com a instalação Chão de Caça, um piso inclinado de grades metálicas que liga duas galerias e se eleva conforme passa de uma a outra. Esculturas, pedras brancas e um vídeo feito com o cineasta Tiago Mata Machado compõe a ocupação.
Falando do próprio trabalho, um ambiente que desestabiliza o espectador, Cinthia não evita o confronto com as dificuldades pelas quais o país passa.
“É como se a ideia de nação estivesse naufragada.” E emenda: “Não tem como ocupar o Pavilhão do Brasil, uma ferramenta muito poderosa no sentido político, sem levantar os problemas atuais. Fazer arte é fazer política.”
A curadoria é do Jochen Volz, que fez a última Bienal de São Paulo e assume a Pinacoteca do Estado a partir deste ano. A artista é mineira e vive em São Paulo. Integra uma geração que rendeu nomes como Sara Ramo, Marilá Dardot, Lais Myrrha e Matheus Rocha Pitta, todos bastante ativos no cenário da arte brasileira e global.
Cinthia acumula prêmios e participações importantes. Em 2006, ganhou o International Prize for Performance, em 2010, levou o premio da primeira edição do Future Generation Prize. No momento se apresenta também no prestigioso PS1 em New York.
É segunda a artista a se apresentar sozinha no Pavilhão do Brasil. Antes dela, só Artur Barrio, que também está em Veneza nesta edição.
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