O caldeirão de misturas da Alta Costura Dior

O caldeirão de misturas da Alta Costura Dior

11 de julho de 2013 Moda 0

dior-041

“Eu não sou minimalista” afirmou Raf Simons, antes do desfile de Alta Costura da Dior. A coleção apresentada por ele é um manifesto para não deixar dúvidas disso. A começar pela concepção do espetáculo. Simons contemplou elementos de estilo de quatro diferentes continentes, ilustrou isso com trabalhos de quatro super fotógrafos (em imagens espalhadas pelo ambiente) e promoveu na roupa de fato um caldeirão luxuriante de misturas. Considerando o passado de “menos é mais” do estilista, ele também foi superlativo na quantidade de materiais e cores.

01

A África foi  contemplada em imagens de  Terry Richardson e celebrada na coleção  pela  liberdade do uso de cores. As imagens da  Ásia eram de Paolo Roversi e o continente representa a pureza da tradição interpretada em vários looks baseados no quimono. Os Estados Unidos emprestam a veia esportiva da coleção e as fotos no local do desfile eram de Willy Vanderperre.  A história europeia (e francesa) da Dior foi clicada por Patrick Demarchelier e comparece em modelos com o DNA da casa.

dior-015

Voltando à passarela, é nela que Simons costura toda esta parafernália de referências para fazer roupa de apelo global. Na esteira de outras grandes marcas, que hoje vendem para a Ásia e África e sobrevivem disso, a Dior, pelas mão talentosas do ex minimalista Raf Simons  (hoje  um aspirante aos excessos)  apresenta suas cartas em tom de completa mestiçagem de culturas e ideias. A estratégia é correta, faz tempo que  a Alta Costura não sobrevive das minguadas economias ocidentais.

dior-049

dior-002

 

Sobre o autor

eduardo:

0 Comments

Compartilhe a sua opinião!

Seu e-mail não ficara público. Campos requeridos estão marcados com *

Deixe um comentário